Fim de uma geração os orelhões da Vivo

Em Mogi Guaçu, alguns orelhões da antiga Telesp Celular — e, depois, da Vivo — ainda resistem ao tempo e às mudanças tecnológicas. Espalhados por bairros e áreas centrais, eles chamam a atenção de quem passa não mais pela utilidade, mas pela carga histórica que carregam.Nos anos 1990 e início dos anos 2000, antes da popularização dos celulares, esses equipamentos eram fundamentais para a comunicação rápida, especialmente para quem não tinha telefone fixo em casa. Filas, fichas, cartões telefônicos e chamadas a cobrar faziam parte do cotidiano de muitos moradores.

Hoje, com os smartphones dominando a comunicação, grande parte dos orelhões foi desativada ou retirada. Os poucos que restaram em Mogi Guaçu funcionam como marcos urbanos e despertam nostalgia, lembrando uma época em que falar ao telefone era um ritual compartilhado em espaços públicos. Para alguns, são apenas estruturas antigas; para outros, são peças de memória viva da cidade e da história das telecomunicações no Brasil. Este mês os orelhões da cidade e região serão retirados pelas operadoras que deixam de fornecer o serviço para a população.